Pois é uma escolha bastante difícil quando se trata de um adolescente. No meu caso não foi diferente achei que era hora de arrumar um namorado, então decidi me afastar um pouco da igreja, abandonei todos os meus compromissos; foi aí que começaram as dificuldades.
Pra ajudar meu pai resolveu fazer o mesmo na época, creio que isto me influenciou um pouco.
Comecei a namorar, meu primeiro namorado, mas claro que não era evangélico e por isso não tinha a mesma educação religiosa que eu tinha, começou a minha guerra .
Ele queria mais do que um simples namoro inocente e eu não, comigo não , só depois de casada; E assim fui levando.
Enquanto meu pai, se perdeu de vez mesmo, arrumou uma amante e começou a maltratar minha mãe .
Desconfiei, corri a traz e descobri tudo; " meu mundo caio " , o pai que para mim era um exemplo e um orgulho morreu naquele instante. Claro que contei tudo para minha mãe e ela caio em depressão , uma terrível depressão. A partir deste momento comecei a procurar consolo nos braços do meu namorado que não perdeu tempo e quando tinha 2 anos de namoro acabei me entregando para ele. Um mês depois descobri que estava grávida, e para ajudar meu pai foi embora de casa com a amante.
Agora eu estava grávida, solteira,sem pai e com uma mãe em depressão crônica que só pensava em morrer o tempo todo, o que fazer ? Não podia me casar e sair de casa no momento que minha mãe mais precisava de mim, principalmente que o meu pai a abandonou e ela não trabalhava , a vida inteira só dependeu do marido, a vida inteira foi uma "Amélia" impecável.Então o dinheiro que estava sustentando a casa era o meu, e eu ganhava um salário mínimo. Decidi vou ficar com minha mãe e enfrentar o mundo, errei mesmo agora vou ter que encarar a todos de frente. O primeiro passo foi contar pra minha mãe , coitada, só piorou a situação dela , o segundo passo foi enfrentar a igreja, esta foi a pior parte, somente duas pessoas continuaram do meu lado, uma amiga e uma prima. A minha melhor amiga simplesmente sumiu, nunca mais apareceu em casa, e me evitava a todo custo, outras pessoas mudavam de banco quando eu chegava, como se eu fosse uma leprosa, então descobri a igreja está cheio de pessoas hipócritas que se julgam melhores do que os outros e só atiram pedras. foi aí que descobri que só quando agente erra que conhece os verdadeiros amigos, e no meu caso só restaram duas; Minha vontade era nunca mais voltar na igreja mas a disciplina que o pastor me deu foi bem interessante, Eu não podia faltar em nenhum culto mas não podia participar de nada na igreja, tinha apenas que sentar no ultimo banco e assistir o culto, para cada dia que eu perdesse era um mês a mais de disciplina. Acreditem isso foi muito bom para mim, pude observar tudo e todos em minha volta e assim tive muito tempo para refletir em minha vida. Acho que na igreja a pior coisa era ver outras pessoas ocupando o meu lugar na liderança do louvor ou dos jovens, e muitas vezes fazendo de uma maneira que deixava a desejar e eu sentada ali sem poder fazer nada e sabendo que se fizesse de outra forma poderia ficar bem melhor mas este era o meu castigo , observar que ninguém é insubstituível , e que outra pessoa já estava no meu lugar não importava se fazendo melhor ou pior mas era uma pessoa com compromisso com Deus, coisa que eu tinha deixado de lado.E isso doía muito, mas foi eu quem escolhi, agora tinha que pagar o preço.

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