sábado, 23 de abril de 2011

Saiba ouvir a voz de Deus !


Os caminhos de Deus são confusos ao nosso ver mesmo...
houve uma época em minha vida que foi muito difícil (financeiramente falando )meu pai arrumou uma amante e se mandou de casa, deixou minha mãe completamente desamparada,até resolver o divórcio deles; a única pessoa que trabalhava em casa era eu com um salário mínimo para 4 pessoas.
Um dia minha mãe me disse que precisava que minha cesta básica chegasse logo pois a lata de mantimentos estava só com um fundinho não dava nem pra mais uma vez. Meu salário ia sair só na segunda feira era uma sexta feira, mas a cesta básica eu já podia pegar .
O momento em que peguei minha cesta, aconteceu uma coisa muito estranha. Era como se eu ouvisse uma voz muito alta , mas essa voz vinha de dentro da minha cabeça, como se fosse um pensamento mas era mais forte do que um pensamento porque incomodava muito. O pensamento vamos assim chamar, dizia para que eu levasse a cesta básica para uma pessoa da minha igreja, mas não era qualquer pessoa não, era a mais metida e exibida da igreja que sempre fazia questão de afirmar que só usava e comia do bom e do melhor. Achei que estava ficando louca, chacoalhei a cabeça como se fosse parar de pensar e fui embora para casa. quando estacionei o carro na porta de casa o pensamento me incomodou de novo e cada vez mais forte;fui durona, tirei a cesta básica do carro e coloquei no portão de casa; pensei comigo mesma:
- Imagina só se eu vou pegar minha cesta básica  levar para aquela pessoa esnobe, imagina se ela vai querer isso , é tudo de 5ª categoria, mas eu estou precisando urgente , não vou fazer isso...
Mas a voz foi mais forte do que eu, não suportei era algo muito mais forte do que eu. tornei a colocar a cesta no carro, e levei até a casa da pessoa; isso tudo no meu horário de almoço,toquei a campainha, e quando a mulher abriu a porta pensei que ela ia me xingar dizendo que não precisava de esmolas então fui grosseira, disse que não sabia se ela estava precisando ou não mas que algo estava mandando eu levar a cesta básica para ela, disse também que se ela não quisesse ela poderia dar para alguém ou fazer o que ela quiser, mas a minha parte eu estava fazendo. falando isso eu virei as costas antes que ela respondesse alguma coisa e fui embora, quando cheguei em casa, minha mãe perguntou, cadê a cesta basica ? então eu respondi que tinha dado. No momento ela me chamou de louca, mas depois que contei o fato para ela , ela disse que então confiássemos em Deus. No mesmo dia no final da tarde meu marido chegou do sítio do pai dele com carne de porco, lingüiça, legumes e verduras dizendo que ajudou um vizinho do sítio matar um porco e por isso ganhou tudo isso e os mantimentos da lata parecia não ter mais fim, quanto mais a gente tirava, tirava e não saia da mesma medida no fundinho da lata e isso se manteve até o dia em que recebi meu salário e fiz a compra mensal.
No Domingo fomos a igreja , então aquela mulher a quem eu entreguei a cesta pedio uma oportunidade para dar um testemunho. Contou que estava sem nada na casa, não estava recebendo e ia receber visitas no final de semana, e como ela nunca precisou de nada e nem passou falta de nada na vida, tinha vergonha de pedir ajuda a alguém , então falou com Deus, pedindo que desse uma solução para seu problema até o meio dia daquele dia, ou então ela ia ter que pedir na rua ou nos vizinhos com muita vergonha pois a palavra de Deus diz que nunca viu um justo mendigar o pão. E quando foi 11:45 a campainha dela tocou e ela recebeu tudo o que ela precisava inclusive uma latinha de sardinha que a filha dela tinha pedido e ela nem isso pode comprar, disse que uma irmã sem entender o que estava acontecendo deixou a cesta lá e foi embora. Neste momento eu e minha mãe caímos num choro só na igreja e só então entendi que o "pensamento" que eu ouvia não era nada a menos do que a Voz de Deus.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SOCORRO...A MARCELLA SUMIU !

Sempre me considerei uma mulher muito forte e com atitude ;Que ilusão. Na primeira oportunidade percebi a "banana"que eu sou, sem ação nenhuma.
No mês de dezembro de 1996, resolvemos passear no Center Valle em São José dos Campos, daí vc já imagina ;Mês de natal, shopping  , aquela quantia de gente. 
Estava acompanhada de meu marido, da minha prima Érika e do namorado dela ,a marcella estava com 2 aninhos e era uma criança linda...gordinha com a bochecha rosa, não tinha quem não olha-se para ela por onde eu passa-se.
Após algum tempo acompanhando minha prima nas compras , resolvemos parar na praça da alimentação. Minha prima havia comprado algumas coisas e colocou as sacolas em baixo da mesa ;Depois que comemos , o meu marido  e o namorado dela foram comprar um sorvete . Enquanto isso eu e a Érika começamos a pegar as sacolas que estavam embaixo da mesa e neste momento, só neste momento soltei a mão da Marcella para ajudar a pegar as sacolas, isso demorou apenas alguns segundos, afinal não era tanta compra assim, quando olhei do lado , cadê a Marcella ? , pensei que tinha ido na fila do sorvete com o pai ,fui até a fila e perguntei para o Marcelo se a menina estava com ele , quando ele me disse que não, e eu olhei em volta e não a vi, entrei em choque , fiquei completamente paralisada, eu me lembro de escutar meu marido me xingando , muito bravo e e a Èrika e o namorado dela preocupados mas era como se eu estivesse apenas assistindo a um filme não tinha a menor noção do que estava acontecendo. Minha sorte foi que o Marcelo pensou bem rápido imediatamente ele comunicou a segurança do Shopping que no mesmo instante passou a informação via radio para todos os seguranças. Começamos a procurar a menina ou melhor eles a procuraram e eu apenas era arrastada pela mão, nem lembro quem me puxava se era o Marcelo ou a Érika; Como era véspera de natal, procuravam em todos os lugares que tinha decoração natalina que pudesse chamar a atenção de uma criança de 2 anos e nas lojas de brinquedos mas nada.
Após mais de uma hora de procura o Marcelo resolveu perguntar a um dos seguranças se tinha alguma informação , então ele informou que a senhora que estava ao lado dele naquele momento, tinha encontrado uma menina no estacionamento e ela ainda nos deu uma bronca falando para tomar mais cuidado,então nos informou que a criança estava na sala da segurança. Mais uma hora só para achar a tal sala da segurança do shopping . 
Quando enfim chegamos, ela estava bem sossegada contando a história da chapeuzinho vermelho para a secretária . No momento em que a vi, foi como se eu tivesse acordado e cai no choro , a secretaria ainda me chamou a atenção dizendo que eu estava assustando a criança . 
Perguntamos como a encontraram, então nos contaram que no momento que o segurança do estacionamento estava recebendo a informação ele estava de frente a criança com as características passadas , então se aproximou e percebeu que havia uma senhora conversando com ela do lado de um carro, ele falou com a senhora e ela informou que encontrou a criança chorando lá fora e estava tentando conversar com ela , o segurança pegou a menina e pediu para a senhora o acompanhar , e quando perguntava-mos para a Marcella o que aconteceu ela sempre respondia a mesma coisa, ela não falava muito bem ainda mas entediamos perfeitamente que ela dizia que a tia levou embora . 
A menina não parecia ter chorado e como que em questão de 5 minutos no máximo uma criança de 2 anos de idade iria sair da praça da alimentação, atravessar o shopping inteiro sem parar para ver nenhum enfeite de papai noel ou brinquedo e sair direto no estacionamento ? fomos atrás da senhora que estava com ela mas a mulher já tinha desaparecido.
Resumindo , a marcella foi vítima de uma tentativa de seqüestro que graças ao meu bom Deus foi mal sucedida, levamos um sermão de 30 minutos dos seguranças do shopping dizendo para ficarmos mais atentos pois aquele lugar estava cheio de olheiros que escolhiam uma criança , passavam a seguir e no menor descuido dos pais eles pegavam a criança e nunca mais a acharíamos . As chances de achar essa criança se a mulher tivesse conseguido sair do estacionamento com ela , era mínima.
Agora diga se isso não é Deus na minha vida ...